o meu pai para além de falar alto

liga-me de propósito para dizer que está a jantar numa praça onde decorre um casamento gay e risse, passa à minha prima, com a qual não consigo ter qualquer tipo de diálogo uma vez que ela fala uma língua completamente desconhecida (francês), e esta risse e grita e diz qualquer coisa e risse e eu digo oui oui passa ao papá e o papá diz-me não te preocupes filha que tirei muitas fotografias para tu veres... e risse....

até me juntava à risota não fosse o meu pai um senhor com 63 anos e a prima que grita 50...
Chamaram-me convencida. Achasse-me eu o máximo, ainda agradecia por cima.

Estar de férias é

Acordar, abrir as janelas e voltar a dormir com a luz do dia.

nunca me tinha apercebido do orgulho que sente em relação a isto...

Ontem falei com o meu pai ao jantar, pelo telefone, eu e toda a família (obrigada tag pela liberdade que nos concedes).
Ao contrário dos outros dias em que a conversa se resume a um
- aqui tá tudo bem e aí?
- também tá, quando vens?
ontem foi especial, perguntou se estava tudo bem, se já tinha ido ao ginásio ou à piscina, respondi que tinha ido correr;
ele - ai foste CORRER!? (anormalmente alto)
eu - é... quatro quilómetros
ele - QUATRO QUILÓMETROS!?
ele - FOSTE CORRER QUATRO QUILÓMETROS!?
eu - ....
eu - não estás sozinho, pois não?!
ele - não.

é por isso que gosto do Cristiano Ronaldo

agora é ver as mocinhas todas do bairro social à espera da camioneta com os seus tercinhos brancos, orgulhosos, no peito moreno pela falta de água.
passados dez anos montei a limusina das motas, como disse o dono, era noite, foi depois de ter arranjado as unhas e de nadar e de me queixar da injustiça do mundo em geral e de um ser pequeno em particular. Sentia o cabelo molhado nas costas, os chinelos pouco seguros nos pés e uns calções ameaçando a queda. Pus o capuz do casaco pela cabeça e lá fui eu, inconsequente e feliz, o clímax deu-se quando passamos pela policia a toda a velocidade.
Há muito tempo que o frio na barriga não era justificado com tão boa causa.

cuidado... ainda recebes tudo o que pedes.

Depois apercebes-te que é preciso dedicação e paciência e estudo e tudo o resto para que o trabalho fique magnífico, ou bom, vá... dás por ti a pensar no antigamente, no tempo em que não precisavas de encostar o nariz ao visor só porque as profissionais são assim, lembras-te com saudade do pouco espaço que ocupava e das gramas que tinha. Agora cansa só de pensar em levar o meio quilo de câmara para todo o lado e vai daí fica em casa porque também chama muito à atenção e não queremos isso.
E depois de tudo ainda acordas com um bom dia princesa a latir no telemóvel novo, dizem-te e fazem-te sentir que pensam em ti a toda a hora, que pode ser desta.
E tu apercebes-te que mudar cansa...
Hoje ainda estou sentada em cima do comodismo e sinto-me bem.